Sabe-se que, há pelo menos cinco anos, a Apple tem trabalhado em wearables que combinam realidade aumentada e virtual, mas, até então, pouco se sabia sobre o andamento desses dispositivos. Agora, a Bloomberg divulgou uma matéria que lança luz a diversas questões relacionadas aos processos internos, como conflitos quanto ao design dos produtos e detalhes sobre o que pode estar nos planos da empresa da Maçã.

O vice-presidente da Apple, Mike Rockwell, e sua equipe estão se dedicando a dois aparelhos: um par de óculos de realidade aumentada (N421), e um headset combinando as duas tecnologias (AR e VR), o N301. O segundo seria motivo de discussões entre os profissionais.

Não se sabe qual será a aparência, mas conceitos não faltam por aí.Fonte:  Reprodução

Inicialmente projetado para ser um sistema único e poderoso, com alta velocidade gráfica e de processamento, seus problemas de superaquecimento seriam os responsáveis pela inviabilidade do headset. Por isso, Rockwell decidiu transformá-lo em uma espécie de hub que conectaria o headset a uma rede Wi-Fi – semelhante a um pequeno Mac. O projeto inicial não seria descartado e seria capaz de funcionar de modo independente, com menos recursos.

Deu-se início a conflitos. Jony Ive, ex-chefe de design da Apple, não gostou da ideia da necessidade de um aparelho adicional para pleno funcionamento.

Novas alternativas

Após diversas reuniões, nas quais até mesmo Tim Cook, CEO da companhia, ficou a seu lado, Jony Ive sugeriu a concepção de um headset separado, menos poderoso, assim como não deixou de expressar sua preferência pelos óculos, que, supostamente, considera mais apropriados por não tirarem (tanto) as pessoas do mundo real.

Tim Cook participou das discussões dos novos projetos.Fonte:  Getty Images

A Bloomberg forneceu uma descrição do conjunto sugerido por Ive, em andamento, baseada no depoimento de pessoas que testaram protótipos: “Ainda que seja tecnologicamente menos ambicioso que a proposta inicial, é bem avançado. Está sendo preparado para suportar telas de alta definição que tornam quase impossível diferenciar o mundo virtual da realidade. Um sistema de alto-falantes cinemáticos vai tornar a experiência ainda mais potente.”

Entre outros detalhes, são destacadas uma aparência semelhante à do Oculus Quest, do Facebook; uma loja de aplicativos própria, trazendo jogos, softwares de streaming de vídeos e apps para reuniões virtuais; e integração com a Siri tanto para os óculos quanto para o headset, não sendo descartadas opções de controle físico.

Por fim, o site indica que, ao que parece, todos estão finalmente alinhados. Além disso, a equipe de Rockwell conseguiu independência total do restante da empresa e pode ser que vejamos o resultado dos projetos em anúncio no ano que vem.

O headset, espera-se, começará a ser comercializado em 2022, enquanto os óculos devem chegar ao mercado somente em 2023.

Fonte: Tecmundo